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A dupla Sérgio Jimenez e Rodrigo Baptista foi P2 nos 300 km de Goiânia com o Porsche #3

  • 22.10.2016
  • Categoria: Outras
  • Fonte: Luis Ferrari - Porsche GT3 Cup Challenge

A segunda etapa de endurance do Campeonato Sul-Americano da Porsche GT3 Cup Challenge marcou a centésima reunião do evento monomarca dos carros de corrida mais produzidos no mundo. E a dupla que saiu coroada após os 300 km de Goiânia foi Tom Valle e Daniel Serra, com o Porsche #99. Em segundo lugar cruzou o carro #3, de Rodrigo Baptista e Sergio Jimenez.

A Corrida

Na largada Thiago Camilo tracionou bem e segurou a ponta, Sergio Jimenez colou na traseira do carro #21 e assumiu a vice-liderança, deixando Lico Kaesemodel em terceiro. O nome da primeira volta foi Marcelo Hahn, saltando sete posições e passando em quarto. Já Miguel Paludo rodou na curva zero e caiu para último após atacar Tom Valle pelo último lugar do top5. Na Challenge, Eloi Khouri segurou a liderança com o 14o lugar no geral, seguido de perto por Marcus Vario.

Após cinco voltas, os carros #21 e #3 já haviam aberto 5s de diferença para o terceiro colocado, Alan Hellmeister (que acabara de passar Lico). Na Challenge, o panamenho Marcus Vario superou Eloi e assumiu a liderança. O pioto do carro #23 abriu passagem para Paludo e Figueirôa e ficou com a pior tangência na curva zero, cedendo posições para Tom Filho e Christian Hahn na mesma manobra.

Ao término da décima volta o top10 registrava: Camilo, Jimenez, Hellmeister, Lico, Guillermo Ortelli, Marcelo Hahn, Marcelo Franco, Fabio Alves, Tom Valle e Edu Azevedo. Na Challenge, os cinco primeiros eram Vario, Tom Filho, Chris Hahn, Eloi e Sergio Maggi.

Depois de muito insistir, na 17a volta o argentino Ortelli conseguiu ultrapassar Lico na entrada do S de baixa. Já no fim da reta principal, Paludo ingressava no top10 ao passar Edu Azevedo.

Na marca da vigésima volta, o top 10 seguia inalterado, conforme os primeiros carros começaram a parar para revezamento de pilotos. Na Challenge, Vario liderava, com Tom Filho em segundo e Eloi em terceiro.

Camilo entrou no box para entregar o carro a Ricardo Baptista na volta 22. Jimenez ficou um giro a mais na pista e entrou nos pits com exatos 34min59s de stint –o limite por piloto é 35 minutos.

Finalizada a primeira janela de pits, o carro #21 reassumiu a liderança com Ricardo Baptista. Rodrigo Baptista vinha a seguir após suceder Jimenez no #3. Quem levou a pior foi o carro #63, que fez sua parada 3s mais rápida que os 6 minutos regulamentares e precisou cumprir time penalty com Ricardo Zonta a seguir.

Na marca de 45 minutos e 27 voltas de prova, a ordem dos competidores mostrava Baptista, Rodrigo Baptista, Betinho Valério, Daniel Serra e Cacá Bueno no top5. A seguir vinham Darío Giustozzi, Marcelo Hahn, Werner Neugebauer, Justin Allgaier e Guilherme Figueirôa.

Na Challenge, Marco Cozzi assumiu a liderança e o 11o lugar no geral. Ele vinha seguido por Renan Guerra, Rodrigo Mello, Otávio Mesquita e Marçal Muller.

Antes do término do segundo stint, novo contratempo para o carro #7: Justin Allgaier foi chamado para cumprir time penalty por excesso de velocidade nos pits. Voltou à pista em 17o no geral.

Em oitavo após dobrar os dois primeiros stints, Marcelo Hahn inaugurou a segunda janela de paradas, para entrada de Allam Khodair no fim da volta 34.

Na cabeça do pelotão, Rodrigo Baptista abreviou para menos de 2s5 a vantagem do carro #21 sobre o #3. Na 40a passagem, eles vinham separados por meio segundo, com o piloto regular do Blancpain GT Series pressionando o bicampeão da Porsche GT3 Cup com farol alto –um hábito desenvolvido em sua primeira temporada nas pistas da Europa.

Na Challenge, Cozzi entrou no box em nono no geral e com mais de 10s de vantagem sobre Tom filho.

Na 44a volta, Rodrigo Baptista assumiu a liderança na pista deixando o #21 para trás, enquanto Allam Khodair trazia para box com pneus danificados.

Na passagem seguinte, Rodrigo teve contato com Giustozzi ao tentar aplicar uma volta no argentino na descida do S. Sem espaço, acabou rodando após contato com o carro #8 e levou imediatamente carro para os pits. Ricardo Baptista reassumiu a liderança e entrou no box na volta seguinte.

Cacá Bueno entrou nos pits na liderança na volta 46, com 35min04s de stint –4s acima do tempo regulamentar portanto. Outro que seria era o #56, por excesso de velocidade nos pits.

No terceiro stint Ricardo e Rodrigo Baptista permaneceram em seus carros. E novamente voltaram a duelar. Mas quem se deu melhor foi o carro #99, com Daniel Serra saindo dos pits em primeiro lugar.

Na marca da volta 50, a ordem dos competidores era: Serra, Ricardo Baptista, Rodrigo Baptista, Hellmeister, Zonta, Marcelo Franco, Fabio Alves, Guillermo Ortelli, Julio Campos e Edu Azevedo. Entre os Challenge os cinco primeiros eram: Chris Hahn, Tom Filho, Luiz Fernando Elias, Nonô Figueiredo e Sergio Maggi. O carro #23 foi recolhido para o box com o câmbio quebrado, e Cozzi precisou apelar ao carro reserva para completar a prova.

Na 60a volta Daniel Serra seguia firma na frente, seguido por Rodrigo Baptista, Hellmeister, Marcelo Franco e Fabio Alves. Ricardo Baptista tinha entrado no box um giro antes, para a parada final do carro #21. Na Challenge, Tom Filho era o líder.

Depois de finalizada a última ronda de pits e cumpridas as punições –o carro #0 pelo segundo stint mais longo, o #12 por pit mais curto que 6 minutos–, a ordem dos competidores era: Tom Valle, Thiago Camilo, Sergio Jimenez, Betinho Valerio e Ricardo Zonta. Os dois primeiros estavam separados por 14s, com 11 voltas restando na corrida.

Camilo baixou a diferença para 7s2 a 5 voltas do final e deu pinta que alcançaria o veterano da primeira prova da história da categoria para duelar pela vitória na volta final. Na Challenge, Rodrigo Mello levou um susto e colocou duas rodas na grama ao levar uma volta de Sergio Jimenez, mas seguiu em primeiro lugar.

Mas, a quatro voltas da bandeirada, Camilo acabou recebendo aviso de punição pelo segundo pit-stop inferior a 6 minutos –bem como Paludo e Ricardo Mauricio. Tom Valle agradeceu e levou o carro #99 para a vitória. Jimenez herdou o segundo lugar, Betinho Valério o terceiro. Camilo recebeu a bandeirada em quarto, com Werner Neugebauer completando o pódio.

Resultado

  1. #99 Tom Valle e Daniel Serra
  2. #3 Sergio Jimenez e Rodrigo Baptista
  3. #6 Betinho Valerio e Alan Hellmeister
  4. #21 Thiago Camilo e Ricardo Baptista
  5. #54 Werner Neugebauer e Fabio Alves
  6. #0 Cacá Bueno e Marcelo Franco
  7. #63 Lico Kaesemodel e Ricardo Zonta
  8. #88 Sylvio de Barros e Edu Azevedo
  9. #8 Darío Giustozzi e Guillermo Ortelli
  10. #13 JP Mauro e Pedro Queirolo
  11. #19 CHA Rodrigo Mello e Tom Filho
  12. #12 CHA Renan Guerra e Chris Hahn
  13. #7 Miguel Paludo e Justin Allgaier
  14. #11 CHA Luca Seripieri e Nonô Figueiredo
  15. #69 CHA Mau Zanella e Sergio Maggi
  16. #38 CHA Roberto Samed e Marcio Mauro
  17. #50 CHA Ramon Alcaraz e Mauricio Salla
  18. #16 Allam Khodair e Marcelo Hahn
  19. #23 CHA Eloi Khouri e Marco Cozzi
  20. #27 CHA Marçal Muller e Luis Elias
  21. #56 CHA Otávio Mesquita e Marcus Vario
  22. #9 Julio Campos e Guilherme Figueirôa
  23. #34 Ricardo Mauricio e Maurizio Billi

“Foi uma prova muito boa, mudamos a estratégia em relação a Interlagos. Gastamos um pouco mais de pneu na classificação e largamos mais pra frente. O Jimenez fez um primeiro stint bom e conseguiu abrir bastante. E quando eu assumi, nosso objetivo era chegar no primeiro colocado. Então consegui chegar e passar. Foi uma pena que logo depois um retardatário bateu em mim e fez meu pneu furar, mas mesmo assim conseguimos chegar ao box, fazer uma parada e conquistar o segundo lugar. Se não fossem esses detalhes, talvez tivéssemos conseguido a vitória. Mas estou muito feliz mesmo assim” – RODRIGO BAPTISTA

“Foi ótimo! Claro que a gente queria a vitória, pois a nossa estratégia estava bem desenhada. Pegou bem na veia, o Rodrigo fez um ótimo stint, foi chegando no Ricardo Baptista, conseguiu passar e abrir. Uma pena que um retardatário deu bem no meio dele, perdemos uns 10 segundos nisso. Viemos para o box, fizemos a troca e depois no meu stint sofri por oito voltas atrás de outro retardatário. Depois de tudo isso, chegamos ainda em segundo. Então a vitória era uma realidade, mas mesmo assim estou muito feliz! A gente tem chance de ir pra Interlagos e brigar pelo título” – SERGIO JIMENEZ

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