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[Coluna Revista Racing] Um novo caminho profissional no automobilismo nos EUA

Fala pessoal,

Fiquei um tempinho sem escrever, mas estou de volta para contar uma experiência nova que tive em junho nos Estados Unidos. Fui para Road America, uma pista muito antiga do país, mas que todos os pilotos que andam adoram e não é à toa. Eu nunca tinha ido pra lá e a pista é super difícil, muito técnica, subida, descida, freadas cegas. Fiquei com muita vontade de andar.

Mas, na verdade, fui pra ver de perto uma etapa do Pirelli World Challenge e também acompanhar o Rodrigo (Baptista) lá, que é o piloto que eu dou coach. O Rodrigo está fazendo a temporada da GT4 este ano e também aproveitei para conhecer a GT3, que é uma categoria que está crescendo muito.

As fábricas estão entrando em peso e a categoria foi comprada, 50% pertence agora ao francês Stephane Ratel, que é o dono da SRO, a empresa que organiza o Blancpain Series na Europa, que é o campeonato de GT de maior sucesso no mundo atualmente.

Com isso, a categoria está crescendo muito este ano. Conversei com várias equipes e estão todos elogiando a profissionalização da categoria em termos de organização.

Eles correram junto com a Fórmula Indy e, na verdade, muitas provas são preliminares da Indy lá nos EUA. E, com certeza, os europeus têm muito a aprender com os norte-americanos e vice-versa, mas na questão de tornar o evento mais atrativo para o público, eles sabem fazer como ninguém.

É bacana ver que não existe toda aquela rigidez com o público. Eles andam próximos dos boxes, podem entrar, falam com os pilotos e isso aproxima muito os fãs.

Até na Indy é bem mais light. Antes na largada, eu estive no grid, o Helinho (Castroneves) tinha feito a pole, fui lá conversei com ele, cinco minutos antes de ele entrar no carro, a gente pode até tocar no carro dele, o que falando de outra categoria top como a F-1 é impensável.

Deu pra ver que o Pirelli World Challenge vai ser um campeonato muito grande em breve, o que abre mais um espaço para os pilotos se profissionalizarem. Por isso o meu interesse em ir lá, fiz muitos contatos e pode pintar uma coisa bacana e um teste em breve. Foi uma experiência muito legal.

Falando sobre a Stock Car, infelizmente, não tivemos muita sorte nas últimas etapas. Na Corrida do Milhão, dei adeus à disputa ainda na volta de apresentação, após um problema na bomba de combustível. Uma pena. Mas agora é trabalhar e melhorar. Vamos focar para conseguir dar um salto positivo em Curvelo.

Obrigado pelo apoio de todos e até a próxima.

Sérgio Jimenez

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