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Experiência e juventude dão tom a brasileiros no Blancpain

Rodrigo Baptista, de 19 anos, será o único brasileiro a correr em todas as etapas. Sérgio Jimenez, de 31, vai para o quarto ano na categoria, que terá os dois na Audi, após três anos na BMW

No próximo fim de semana a Blancpain Sprint Series abre a temporada 2016 no circuito de Misano. Ao todo, 40 carros e 80 pilotos estão confirmados na etapa de abertura. Rodrigo Baptista, de 19 anos, será o único representante nacional na etapa italiana. Ele estará na equipe WRT da Audi ao lado do português Filipe Albuquerque. Sergio Jimenez será o companheiro titular de Baptista, quando este não tiver compromissos com a Stock Car Brasil.

Em entrevista exclusiva ao Motorsport.com Brasil, Baptista falou das expectativas para a nova experiência e da temporada na fabricante alemã.

“Os primeiros treinos que fiz foram bons, fiquei no máximo a um segundo do melhor do time, então até o fim do ano quero estar mais igual a todos da equipe, para a partir do próximo ano tentar alguma coisa.”

Rodrigo teve contato com o carro que vai competir somente nos testes de pré-temporada. Antes, ele havia participado da F3 Brasil, do Brasileiro de Marcas e também da Toyota Racing Series, campeonato de monopostos na Nova Zelândia no início do ano. Será que em uma equipe tão forte na Blancpain, haverá cobranças em cima do jovem piloto?

“A Audi não me pressiona por resultados. Eles sabem que nunca andei nas pistas da Europa, que nunca havia andado de GT, então eles sabem que não será fácil.”

No Brasil, 99% dos pilotos iniciantes sonham com uma carreira brilhante na F1, percorrendo todo caminho entre Brasil e Europa. Já estando na Europa, mas no Blancpain, Baptista falou se há a possibilidade de voltar aos caminhos que poderiam o levar de volta à F1.

“Não quero voltar ao monoposto. Já está certo que vou fazer carreira no GT. No começo eu queria fazer aquele caminho que todo jovem piloto faz, mas depois comecei a ver que não era fácil, tinha muita gente para poucas vagas.”

Sergio Jimenez será o outro brasileiro que estará no time da Audi no Blancpain, mas não poderá acompanhar Rodrigo em Misano, devido ao compromisso no Velopark, válido pela Stock Car. Ele foi o responsável direto pela vinda de Baptista à categoria.

“O Jimenez foi meu coach no campeonato de marcas e F3 aqui no Brasil e na Nova Zelândia. Eu estava vendo quais opções eu tinha para correr fora. Conversei com meu pai e por conhecer o Jimenez, resolvi correr o Blancpain com ele. Vou observá-lo no carro, comparar a telemetria dele com a minha para saber em que estou errando.”

 

Trabalho reconhecido

Sérgio Jimenez, além de estar na principal categoria do esporte a motor brasileiro, compete no mundial de GT e é um dos que mais se dedicam ao esporte. Será a quarta temporada dele na categoria. Até o ano passado, a BMW abrigava um time totalmente brasileiro, até mesmo dentro do staff. Ele também falou ao Motorsport.com sobre o que esperar de 2016 em uma nova equipe.

“Espero uma ótima temporada. O Blancpain está se tornando o maior campeonato de GT do mundo. É uma honra para mim fazer parte da história de crescimento. Depois de três anos na BMW vou participar do time que ‘sempre nos atrapalhou”, um time que sempre esteve na frente e sempre foi muito competitivo.”

Ele também explicou como foi a aproximação da Audi, após grande período em uma de suas maiores concorrentes.

“Acredito que todos viram nosso trabalho, até porque a BMW não era o melhor carro do grid, então acho que isso chamou a atenção das equipes. Havia também conversas com a Bentley, mas conseguimos chegar a um acordo com a Audi. Fiquei lisonjeado, sabendo que o meu trabalho foi reconhecido e que agora posso andar no melhor time.”

Jimenez teve boa participação na chegada de Rodrigo Baptista para a categoria e para o time. Perguntado sobre o período de adaptação do garoto e a falta de experiência em carros GT, ele diz que coloca fé em seu novo companheiro de Audi.

“O Rodrigo realmente é muito novo no automobilismo. No ano passado eu fui o coach dele. Isso foi muito bom porque consegui pegá-lo bem no início de sua carreira, sem vícios, então eu consegui implementar todo o sistema de aprendizado que eu gostaria. Acima de tudo, o Rodrigo demonstrou que tinha potencial e que tem capacidade de andar bem.

“Baseado nisso, vínhamos conversando com ele e com seu pai para se tomar a decisão de qual caminho seguir. Acredito que foi uma decisão acertada. Por começar um pouco tarde, acho que não seria algo viável a ele permanecer no caminho de fórmula. Hoje existem muitas opções dentro do turismo em que ele pode receber por isso. A probabilidade de você se tornar um profissional do automobilismo no GT é muito maior.”

Sem transmissão… ainda

Ao contrário das últimas temporadas, a Blancpain Sprint Series não terá transmissão da TV. Esta é uma situação temporária, em que o próprio Jimenez tomou a frente.

“Vai haver a transmissão. A minha empresa adquiriu os direitos e estou negociando com algumas emissoras aqui no Brasil. Não vai dar tempo de passarmos a primeira corrida, em Misano, mas já estamos negociando para que tenha a transmissão em alguma TV no Brasil, para não perdermos esse fio, já que a categoria deu um grande salto. Estou trabalhando muito forte, porque sei da importância dos brasileiros acompanharem a categoria.”

 

 

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