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Jimenez dá ‘meia volta ao mundo’ em quatro dias, mas dribla fadiga para acelerar na Stock Car em Santa Cruz do Sul

  • 04.06.2016
  • Categoria: Stock Car
  • Fonte: Fernando Silva - www.grandepremio.uol.com.br

Profissional do automobilismo, Sergio Jimenez cruzou o Atlântico duas vezes em quatro dias. Na Europa, testou com a Audi em Hungaroring. De volta ao Brasil, o piloto natural de Piedade dirigiu de Porto Alegre até a Santa Cruz do Sul para disputar a quarta etapa da temporada 2016 da Stock Car

Sergio Jimenez encarou uma verdadeira maratona nesta semana. Aos 32 anos, o piloto da Cavaleiro na Stock Car também é contratado da Audi para disputar a temporada 2016 do Mundial de GT ao lado do compatriota Rodrigo Baptista. E justamente em razão dos vários compromissos a ter de cumprir num curto espaço de tempo, Jimenez deu mais de uma ‘meia volta ao mundo’ em quatro dias, com sua viagem terminando em Santa Cruz do Sul, onde disputa neste domingo a quarta etapa da Stock Car neste ano.

Jimenez deixou São Paulo na noite da última terça-feira (31) com destino a Amsterdam, mais precisamente o Aeroporto de Schipol. De lá, o piloto seguiu rumo a Budapeste. Em Hungaroring, Sergio participou de uma bateria de testes com a Audi, dando sequência à sua carreira internacional. Lá, Jimenez ficou até a última quinta-feira.

No mesmo dia, o piloto natural de Piedade, interior de São Paulo, iniciou seu caminho de volta. Na rota, Jimenez aterrissou em Paris e, de lá, iniciou seu retorno ao Brasil, chegando ao Rio de Janeiro. Mas a viagem estava longe de terminar. Da capital fluminense, Sergio embarcou para Porto Alegre. Parecia o fim, mas ainda restavam quase 160 km até Santa Cruz do Sul. Este último percurso foi completado de carro pelo próprio piloto.

Ao todo, a quilometragem percorrida por Jimenez, incluindo terra e ar, foi de pouco mais de 23 mil km. Considerando que a volta ao mundo é de aproximadamente de 40 mil km, o interiorano deu mais de meia volta ao mundo em poucos dias.

Jimenez busca driblar o natural cansaço em razão da viagem reforçando sua paixão e amor pelo automobilismo.
“Esse ano tem sido bem corrido. E graças a Deus por isso, assim que é bom. Estou participando do Blancpain Series pela equipe oficial da Audi, e também estou aqui na Stock Car, fazendo um trabalho de desenvolvimento na Cavaleiro Sports. Um trabalho que está sendo difícil, como foi das outras vezes, mas quando o resultado vier, vamos ficar contentes. Estamos evoluindo pouco a pouco”, disse o piloto ao GRANDE PRÊMIO, explicando sua dupla jornada em 2016.

“As viagens fazem parte da vida de um piloto, então é tentar relaxar ao máximo para poder chegar o menos cansado possível, mas ainda temos uma noite de sono hoje, de sexta-feira para sábado, então certeza que amanhã vou estar zerado”, declarou.

Ao falar sobre o fim de semana, Jimenez deixou claro que há uma expectativa positiva. 18º colocado na temporada, com 21 pontos, o piloto da Cavaleiro vem de um bom oitavo lugar na corrida 1 em Goiânia, há duas semanas, mas quer muito mais em Santa Cruz do Sul.

“Vai ser um fim de semana bastante frio na comparação com as outras etapas que nós tivemos. Velopark estava quente, Goiânia também, então vamos ver como o carro vai se comportar. A gente vem melhorando, evoluindo a cada etapa, e temos a esperança de que vamos dar mais um passinho melhor do que foi Goiânia, quando fomos P8 na corrida”, comentou Sergio, definindo objetivos para a rodada dupla.

“É tentar largar mais à frente. Nossa meta real é largar entre os dez. É difícil, mas não impossível, e aí vamos tentar buscar mais um bom resultado na evolução da nossa equipe”, acrescentou.

Por fim, Jimenez afirmou que ainda está em busca de tentar montar o quebra-cabeças da estratégia na Stock Car. A partir deste fim de semana, os pilotos vão poder usar a capacidade máxima do tanque de combustível, que é de 110 L. Assim, as paradas para reabastecimento tendem a ser menores.

“Aqui eles modificaram um pouquinho, vamos ter um pouco mais de combustível no tanque. Então, a janela fica menor porque, em teoria, vamos precisar de oito a dez litros só para terminarmos as duas provas. Com o safety-car, diminui bastante a parada que teria de ser feita. Vai variar muito em relação ao que vai acontecer na largada, na corrida”, comentou o piloto, satisfeito por ter à disposição uma gama maior em termos de estratégias de prova.

“Mas acho muito interessante, gosto bastante que tenha mais estratégia porque faz todo mundo pensar e abre um leque maior para todos”, finalizou.
Ao GP, Jimenez detalhou sua maratona que teve como destino final a fria Santa Cruz do Sul. “Saí da Hungria ontem mesmo [quinta-feira], peguei um voo para Paris; de Paris, peguei outro voo para o Rio. De lá, voei até Porto Alegre, e aí peguei um carro e vim dirigindo para cá. É bastante tempo. Estou há mais de 24 horas no ar. Mas quando a gente faz o que gosta, então tudo se supera, e aí a gente chega preparado.”

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